Em artigo publicado na Folha de São Paulo (18 de abril de 2010), Albert Fishlow, professor emérito da Universidade de Columbia, faz importante alerta: "Uma questão brasileira específica continua sendo ignorada (...): Dos Brics, apenas o Brasil tem um índice interno de poupança inferior a 20% do PIB -os demais países apresentam índice superior a 30%. Embora o foco dos últimos meses venha sendo conseguir que a China consuma (e importe) mais, houve menos atenção à necessidade de que o Brasil consuma menos. Para 2010, o crescimento brasileiro agora provavelmente deve se aproximar dos 6%. É uma ótima notícia. A má notícia é que sustentar esse ritmo no futuro, incluindo as necessidades substanciais de investimentos da Petrobras, as crescentes necessidades urbanas e de infraest rutura, e sem esquecer a Copa do Mundo e a Olimpíada, esbarrará em uma verdadeira barreira. O uso de poupança externa tem limites. Para além de uma margem de 3%, a suscetibilidade a circunstâncias externas se expande rapidamente. A campanha presidencial está a ponto de começar a sério. Com sorte, os dois principais candidatos oferecerão programas que especificarão de que maneira pretendem resolver esse aparente dilema".