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Sustentabilidade: Acordo Verde Europeu

Fonte: DW

A Comissão Europeia apresentou uma estratégia de políticas em prol do meio ambiente – o chamado Acordo Verde Europeu – com propostas para lidar com temas como a perda de biodiversidade, agricultura sustentável, imposição de regras ambientais e penalidades para os poluidores.

A presidente do órgão, Ursula von der Leyen, começou no início do mês seu mandato de cinco anos à frente do Executivo da União Europeia (UE) prometendo fazer do meio ambiente uma de suas prioridades.

Com o Acordo Verde, ela se comprometeu a tornar a Europa o primeiro continente do mundo a atingir a neutralidade climática, com a meta de zerar o nível de emissões líquidas de carbono até 2050.

Nesta quarta-feira, Von der Leyen disse que planeja disponibilizar 100 bilhões de euros para os Estados-membros que ainda são significativamente dependentes dos combustíveis fósseis para que possam realizar a transição para as energias verdes.

A Comissão Europeia espera que essas verbas ajudem as nações que foram atingidas mais intensamente pela transição do bloco para indústrias menos poluidoras, como Hungria, República Tcheca e Polônia, dependentes da energia das usinas de carvão. Esses países ainda não se comprometeram com a estratégia europeia para atingir a neutralidade climática.

“O custo da transição será alto, mas o custo da falta de ação será ainda maior”, disse Von der Leyen, comemorando o lançamento do Acordo Verde. Ela, porém, admite que faltam muitos detalhes ao plano de ações climáticas, que ainda deve ser finalizado.

“Ainda não temos todas as respostas, hoje é o início de uma jornada, mas este é o momento europeu equivalente ao homem na Lua”, afirmou. “O Acordo Verde Europeu é muito ambicioso, mas também será muito cuidadoso ao avaliar o impacto e cada passo que estamos dando.”

Segundo a Comissão Europeia, a neutralidade climática está resguardada por uma legislação ambiental “irreversível” que será proposta no mês de março.

Outras metas previstas no Acordo Verde são a redução do uso de pesticidas, fertilizantes e antibióticos na agricultura, e a introdução de um “ajuste de carbono nas fronteiras” para incentivar emissores de gases do efeito estufa estrangeiros a se tornarem mais verdes.

A estratégia também visa estender o sistema de mercados de carbono para cobrir o setor marítimo, e reduzir as permissões de emissão concedidas às companhias aéreas. O texto ainda se alinha aos planos já divulgados pela UE de plantar mais árvores para capturar carbono, além de avançar na infraestrutura para a produção de veículos elétricos.

“O Acordo Verde Europeu é, por um lado, sobre reduzir emissões, mas, por outro, é sobre gerar empregos e dar impulso às inovações”, diz Von der Leyen. “Nosso objetivo é reconciliar a economia com o nosso planeta.”

As medidas anunciadas já enfrentam a resistência de entidades como a Federação das Indústrias Alemãs (BDI, na sigla em alemão), que alega que metas climáticas mais rígidas são “venenosas para os investimentos em longo prazo”.

Von der Leyen, entretanto, insiste que a estratégia “demonstra como transformar nosso modo de vida e de trabalho, de produzir e consumir, para que possamos viver com mais saúde e deixar nossas indústrias mais inovadoras”.

O acordo ainda necessitará da aprovação de todos os Estados-membros e do Parlamento Europeu.

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