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Sustentabilidade: Poluição sonora

Fonte: DW

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório sobre poluição sonora em que, pela primeira vez, inclui o barulho de turbinas eólicas e de atividades de lazer, como visitas a clubes noturnos e shows, em sua lista de fontes de ruídos potencialmente excessivos e prejudiciais à saúde humana.

O relatório afirma que o barulho é um dos principais riscos ambientais à saúde física e mental na Europa e traz uma série de recomendações para que governos do continente reduzam a exposição da população ao barulho.

“Mais que um incômodo, o excesso de ruído é um risco para a saúde. Ele contribui, por exemplo, para doenças cardiovasculares”, disse a diretora do escritório regional para a Europa da OMS, Zsuzsanna Jakab.

Já a psicóloga Jördis Wothge, da OMS em Bonn, na Alemanha, foi ainda mais direta: “Barulho adoece”. Segundo ela, a exposição contínua ao barulho excessivo pode elevar a pressão sanguínea e, em casos extremos, até mesmo causar enfartes.

A exposição ao ruído de turbinas eólicas não deve exceder 45 decibéis durante o dia, recomendou a organização baseada em Genebra, na Suíça. As autoridades alemãs recomendam, atualmente, uma exposição máxima a 55 decibéis.

Para o trânsito, a recomendação é um máximo de 53 decibéis, limite que cai para 45 à noite. Para fins de comparação, o ruído emitido por uma música calma ouvida no rádio é de 50 decibéis.

A exposição combinada em clubes noturnos, shows e reprodutores de música não deve exceder 70 decibéis, em média, por ano – ruído semelhante ao de um secador de cabelos.

Segundo a OMS, um amplo número de pessoas pode estar exposta ao risco de danos à audição por conta do uso de reprodutores de música. Contudo, afirmou que não existem evidências o suficiente para recomendar intervenções que coíbam o problema.

O relatório também inclui recomendações sobre limites ao ruído do tráfego de veículos, ferroviário e aéreo.

Apesar do foco na Europa, o relatório é baseado em estudos em outras partes do mundo, principalmente em países da América, Ásia e Austrália, e portanto, tem relevância global, disse a OMS.

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