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Nobel da Paz: Abolição de Armas Nucleares

Fonte: BBC

 

A Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares (Ican) foi a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2017. A decisão foi anunciada em Oslo pelo comitê norueguês que anualmente confere a honraria – todos os outros prêmios são distribuídos pela Suécia. No ano passado, o vencedor foi o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, por seu papel nas negociações de paz com o grupo paramilitar Farc. Com base na Suíça, a Ican trabalha com mais de 460 ONGs em 101 países. Tudo isso com um orçamento de apenas US$ 1 milhão, com base em doações particulares e de governos da Escandinávia e da União Europeia, além do Vaticano. Em um ano marcado pelas tensões nucleares entre Estados Unidos e Coreia do Norte, a presidente do júri, Berit Reiss-Andersen, disse que o Nobel foi um reconhecimento pelos “esforços sem precedentes da campanha para obter um tratado proibindo armas deste tipo”. Além disso, Washington reacendeu as tensões com o Irã após o presidente Donald Trump afirmar, na quinta-feira, que o país do Oriente Médio não está cumprindo o acordo de manter pacífico seu programa nuclear. 

“Vivemos em um mundo em que o risco de uso de armas nucleares é mais alto do que em anos passados”, disse Reiss-Anderson, que citou o caso da Coreia do Norte. A norueguesa pediu que todos os países com arsenais nucleares iniciem negociações de desarmamento. “Armas nucleares têm o potencial de destruir o mundo. Enquanto elas existirem, o risco vai existir. E um dia nossa sorte vai acabar”. O único tratado de não-proliferação existente atualmente, assinado em julho, na sede da ONU, em Nova York, tem o apoio de 122 nações, mas nenhuma das nove que já desenvolveram capacidade bélica atômica – EUA, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel. Especialistas em assuntos militares estimam que haja cerca 15 mil artefatos nucleares ao redor do mundo.