Arrow
Arrow
PlayPause
Slider

Guerra Fiscal: Benefícios Fiscais: Inconstitucionalidade

O Supremo Tribunal deferiu medida cautelar em ação direta de
inconstitucionalidade ajuizada pelo Governador do Estado do Amazonas para suspender a
vigência das normas contidas no art. 2º da Lei 10.689/93 ("Havendo concessão, por
qualquer outro Estado ou pelo Distrito Federal, de benefício fiscal ou eliminação
direta ou indireta da respectiva carga tributária, com inobservância da legislação
federal que regula a celebração de acordos exigidos para tal fim, e sem que haja
aplicação das sanções nela previstas, fica o Poder Executivo autorizado a adotar
medidas similares de proteção à economia paranaense"), e nos incisos XXXII e
XXIII, e §§ 36, 37 e 38 do art. 50 do Decreto 5.141/2001 (Regulamento do ICMS),
acrescentados pelo Decreto 986/2007, que cria benefícios e incentivos fiscais, todos do
Estado do Paraná.

Salientando que o dispositivo da referida lei estadual traduz, em
verdade, permissão para que o Estado do Paraná, por meio do Poder Executivo,
desencadeie a denominada "guerra fiscal", repelida por ampla jurisprudência
da Corte, entendeu-se caracterizada, em princípio, a ofensa ao disposto no art. 155, §
2º, XII, g, da CF, que exige prévia celebração de convênio entre os Estados-membros e o
DF, nos termos de lei complementar, para concessão de isenções, incentivos e benefícios
fiscais relativos a crédito do ICMS, e no art. 155, § 2º, IV, V, e VI, da CF, que veda
aos Estados e ao Distrito Federal a fixação de alíquotas internas em patamar inferior
àquele instituído pelo Senado para a alíquota interestadual. Precedentes citados: ADI
1247 MC/PA (DJU de 8.9.95); ADI 2021 MC/SP (DJU de 25.5.2001).

ADI 3936 MC/PR, rel. Min. Gilmar Mendes, 19.9.2007.
(ADI-3936)